BIOSSEGURANÇA
E VIGILÂNCIA SANITÁRIA
Nosso
objetivo com o presente site é fornecer ao Cirurgião-Dentista
todas as informações básicas sobre biossegurança.
A informação hoje em dia é o fator fundamental
para uma boa prática profissional e em nosso trabalho dentro
da Vigilância Sanitária verificamos o quanto o profissional
de odontologia está defasado em relação às
normas atuais de biossegurança. A maioria das normas são
recentes (menos de 10 anos) e achamos fundamental sua divulgação.
O
consultório odontológico inicialmente era semelhante
ao laboratório de prótese, com o profissional trabalhando
sem nenhuma proteção. Assemelhavam-se, quando muito,
a um laboratório mais sofisticado.
Com
o advento da AIDS (década de 80) e o maior enforque nas doenças
sexualmente transmissíveis, os profissionais se conscientizaram
que necessitavam melhorar o ambiente de trabalho de acordo com as
regras de biossegurança. Adotaram então, o padrão
dos consultórios médicos. Muito luxo e pouco fluxo.
Nesta época os equipamentos começaram a ser produzidos
com o intuito de se evitar as infecções cruzadas.
Em
1994, o Ministério da Saúde publicou o Manual de Processamento
de Artigos e Superfícies em estabelecimentos de saúde,
onde colocou os procedimentos a serem seguidos por TODOS os EAS.
Os consultórios odontológicos começaram a adequar
os fluxos para se controlar as infecções cruzadas.
Os profissionais passaram a se paramentarem corretamente (uso rotineiro
de EPIs), rotinas de esterilização foram adotadas
e o uso da autoclave começou a se disseminar. Manuais de
biossegurança foram publicados. Em 2002 foi publicada a RDC
50 que determina os parâmetros básicos dos Estabelecimentos
Assistenciais de Saúde.
Atualmente,
chegou-se a conclusão de que nova adequação se
faz necessária: o consultório odontológico é
um local onde se realizam muitas cirurgias e como tal deve ser tratado
– Centro Cirúrgico. Para tanto se pede: sala clínica
exclusiva, isolamento do ambiente externo, fluxo adequado no CME (dentro
ou fora da sala), paramentação adequada, adoção
de rotinas rígidas de biossegurança e todas as adequações
físicas para tal. Este é o desafio atual no trabalho
da Vigilância Sanitária.
Procuramos reproduzir algumas das leis que contemplam a maioria
dos aspectos de biossegurança a serem aplicados no Consultório
Odontológico, independente do estado da federação
de origem. Princípios de biossegurança devem ser aplicados
por obrigação ética profissional e nunca porque
o consultório vai ser fiscalizado pela Vigilância Sanitária.
Esta é parceira do profissional na medida em que cobra a
melhora dos métodos aplicados, garantindo a segurança
dos pacientes e profissionais envolvidos.