REGULANDO A ESTUFA PARA ESTERILIZAÇÃO

 

  A TEMPERATURA INDICADA NO TERMOSTATO, NORMALMENTE LOCALIZADO NA BASE DA ESTUFA, NÃO CORRESPONDE À TEMPERATURA DO INTERIOR DA ESTUFA, TAMBÉM CHAMADA DE " TEMPERATURA REAL". Por este motivo, é necessária a utilização de um termômetro longo que deve ser colocado no suspiro, situado na parte superior da estufa. Para regular a estufa em 160ºC, procede-se da seguinte maneira:

•  Ligar a estufa e colocar o "dial" na temperatura máxima (250ºC). O termômetro de mercúrio deve estar em posição para aferir a temperatura " Real".

•  Após um período que varia de 30 a 40 minutos, o termômetro irá registrar a temperatura de 160ºC. Neste momento, volta-se o dial até que a luz piloto se apague, indicando a interrupção da corrente elétrica. Com o dial nesta posição, a temperatura vai permanecer entre 159º a 164º C, dependendo da sensibilidade do par termo-elétrico do termostato.

•  Então, pode-se marcar na parede da estufa a temperatura desejada, indicando a correspondência entre a temperatura da estufa e a temperatura real , existente no seu interior.

•  Observar que a temperatura da estufa será de aproximadamente 185º a 190º C , quando a temperatura do termômetro de mercúrio (temperatura real) for de 160º a 165º C, que é a desejada.

Esta discrepância de cerca de 30º C, talvez se deva à proximidade existente entre a resistência elétrica da estufa e o dial, tornando falhos os processos de esterilização em que o termômetro de mercúrio não é utilizado.

RECOMENDAÇÕES:

Seu funcionamento consiste na produção de calor gerado por resistências elétricas. A temperatura dentro da câmara não é uniforme devido à diferença de densidade entre o ar frio e quente. Por meio da movimentação do ar no interior da câmara (em ondas), ocorre a circulação do ar aquecido, elevando a temperatura.

• A estufa, na prática, ainda é o método de escolha para esterilização de instrumentais metálicos utilizados em odontologia. Através deste método não é possível esterilizar materiais plásticos ou outros materiais termossensíveis, assim como não é recomendável esterilizar roupas, papel, nem instrumentos metálicos cortantes.

• A esterilização pelo calor seco requer altas temperaturas e longo tempo de exposição, em virtude da lenta propagação de calor através do material. Portanto este agente esterilizante só deve ser utilizado quando o contato direto do material com vapor sob pressão é indesejável ou inadequado.

• Mantenha um termômetro de bulbo acoplado à estufa introduzido no local apropriado para este fim.

• Não sobrecarregue o equipamento. Deixe espaço suficiente entre as caixas para haver uma adequada circulação de calor.

• Não é permitido o empilhamento de caixas em cada prateleira.

• Não use caixas grandes e sobrecarregadas com instrumentais. Os artigos contidos no interior das caixas devem ter um limite de volume que proporcione a circulação do calor. Se utilizadas caixas maiores, contendo grande volume de artigos, recomenda-se envolver cada instumental ou kits em papel alumínio para reduzir a possibilidade de contaminação na retirada dos instrumentais.

• Preferencialmente as caixas devem conter kits de instrumentais a serem usados integralmente em cada procedimento. Para isto, utilize caixas pequenas, individuais.

• Comece a contar o tempo (mínimo 1 hora) após ter sido atingida a temperatura de 170ºC no termômetro de bulbo. (160ºC - 2 horas / 150ºC - 3 horas).

• Nunca abra o equipamento para introduzir uma nova caixa de instrumental, se isto acontecer o tempo de aquecimento tem que ser reiniciado, pois do contrário a esterilização não é obtida.

• O ponto mais frio da estufa é o seu centro. Não coloque caixas nessa região.

• As caixas metálicas deverão ser fechadas antes de serem colocadas na estufa.

• Todos os materiais devem ser esterilizados dentro de recipientes metálicos.

• Os materiais esterilizados em estufa poderão ser armazenados para posteriores utilizações, desde que as cubetas não sejam abertas e recontaminadas.

• É importante colocar um pedaço de fita adesiva marcadora para estufa na tampa das cubetas e fita comum constando identificação do material e data da esterilização.

• Para uma efetiva esterilização dos materiais, a estufa deve ser mantida fechada ininterruptamente durante 60 minutos com a temperatura a 170° C, ou 120 minutos com a temperatura a 160° C, ou seja, a porta NÃO deve ser aberta neste período

• Faça a esterilização em centrais especializadas (no caso de você não ter um autoclave disponível) dos materiais que são incompatíveis com a estufa ou esterilização química, como por exemplo, gaze, algodão, canetas de alta rotação, contra-ângulos, etc.

• Após o término do ciclo a estufa deve ser desligada para o resfriamento gradual e lento da carga. A retirada da carga ainda quente para uma superfície fria, pode ocasionar a condensação de vapor e retenção da umidade.

• Faça testes biológicos semanais registrados de acordo com a recomendação do Ministério da Saúde (Baccilus subtilis)

As pontas diamantadas submetidas ao processo de esterilização em estufa apresentam sempre o melhor desempenho de corte em relação a outros processos. É fundamental seguir critérios rigorosos de segurança e pré-limpeza dos instrumentos a serem esterilizados, a fim de retirar incrustações de tecidos humanos.

• Abrir Planilha de Controle de Esterilização:

Fase I -Aquecimento da Estufa
Hora
Início ------- Final - Temperatura
Fase II - Esterilização da Carga
Hora
Início ------------ Final
Fase III - Resfriamento
Hora
Retirada do Material
           
           


• A validade para esterilização por este método é de 7 dias.

 
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AUTOCLAVE

O calor úmido oferecido pela autoclave é um meio efetivo para esterilização e vem conquistando o mercado brasileiro, principalmente pelo menor tempo gasto no ciclo de esterilização. Existem autoclaves totalmente automáticas de pequeno tamanho e que realizam a esterilização em apenas 03 minutos, numa temperatura de 134ºC, com 02 atmosferas de pressão. Desta forma, somando-se o tempo de aquecimento e esfriamento, o ciclo de esterilização se completa em cerca de 09 minutos. GUANDALINI (1997) ressalta ainda que não basta ter um bom equipamento, é necessária manutenção periódica e controle com testes biológicos realizados semanalmente.

COTTONE (1991) confirma que os procedimentos devem ter uma duração relativamente curta, de modo que haja tempo hábil entre um e outro uso, permitindo um ciclo completo de esterilização.

RECOMENDAÇÕES:

- obediência à indicação do fabricante com manutenção preventiva, no mínimo semanal.

- conhecimento e pratica da distribuição dos pacotes em relação à posição dos mesmos e ao tipo de material submetido ao processo; Disponha os pacotes paralelamente uns aos outros, com espaços de pelo menos um centímetro, entre um e outro. Este cuidado favorece a circulação de vapor e facilita a secagem.

- para invólucros o uso de tecido de algodão cru, embalagem de papel crepado ou de papel grau cirúrgico.

- a monitorização deve ser realizada por testes biológicos semanais.

- identificação visual dos pacotes com fita termossensível, para assegurar que o pacote passou pelo calor.

- registro de controles de pressão interna e externa das câmaras, da pressão negativa e temperaturas a cada ciclo de esterilização.

- As pontas de alta rotação são focos potenciais de contaminação, por este motivo, os pesquisadores sugerem que ao adquirir novas peças de mão, dar preferência às pontas autoclaváveis, por acreditarem que em pouco tempo será exigida uma ponta autoclavável para cada cliente atendido. Para a realização da esterilização de peças de mão é necessário o uso de calor úmido, oferecido pelas autoclaves.

Gaze e algodão devem ser embalados em porções individuais para cada paciente.

• Campos, capotes e tecidos em geral deverão ser embalados individualmente.

• Materiais pequenos e/ou leves como cânulas, devem ser obrigatoriamente embalados.

• Brocas e limas possuem embalagens apropriadas, que as protegem no processo de esterilização. Se não houver a disponibilidade das mesmas, embale-as em pequenos vidros (vazios de penicilina devidamente limpos) de acordo com a utilização, fechadas com mechas de algodão com a abertura virada para baixo.

• As caixas e bandejas deverão ser totalmente perfuradas de modo a permitir a circulação de vapor e facilitar a secagem. Depois, embaladas com papel grau cirúrgico ou papel crepado ou compôs de algodão. A utilização de caixas não é obrigatória, porém protege o instrumental e integridade da embalagem uma vez que muitos são pérfuro-cortante.

• Se você quiser esterilizar bandejas não perfuradas, esterilize-as separadas dos instrumentais com espaços entre elas para permitir que circule o vapor.

• Os pacotes devem ser pequenos e compatíveis com os atendimentos (jogo clínico, jogo de periodontia, etc.) evitando reprocessamentos desnecessários dos materiais não utilizados.

• Os pacotes devem ser bem confeccionados e bem lacrados, impedindo que se abram durante o processo de esterilização.

• Os pacotes não deverão ter excesso de ar, pois dificulta a entrada de vapor.

• As pontas dos instrumentais pérfuro-cortantes deverão ser protegidas com gaze ou algodão para evitar que furem os pacotes, inutilizando-os.

• O profissional que estiver fazendo uso de autoclavação para uso imediato poderá prescindir do invólucro final, lembrando que todas as medidas de controle devem ser tomadas e só é aconselhável para materiais semicríticos. O que se obtém logo após a autoclavação é uma esterilização que pela falta de embalagem não se conserva ao longo do tempo, sendo depois então considerada uma desinfecção de alto nível.

• As embalagens de papel grau cirúrgico e papel crepado não devem ser utilizadas mais de uma vez. Elas são descartáveis. Os campos de pano devem ser lavados após cada esterilização, permitindo abertura da fibras do tecido.

• A esterilização deve ser repetida se o pacote estiver danificado (rasgado, furado, aberto), se apresentar umidade ou gotículas aparentes de água, ou se o marcador físico não estiver com a cor alterada.

• A água utilizada no reservatório da autoclave deve ser filtrada ou destilada. A qualidade da água e do vapor interferem na conservação e durabilidade dos instrumentais, podendo ocasionar manchas e corrosão.

• Deve ser levado em consideração o uso em pequeno espaço de tempo da grande maioria dos instrumentais odontológicos, o que não acontece com outros materiais hospitalares.

• Lembre-se: a autoclave não é uma “estufa rápida” e exige procedimentos próprios e diferenciados.

• A validade para esterilização por este método é de 7 dias.

 

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PAPEL KRAFT, PORQUE NÃO?

A dúvida mais freqüente de nossos clientes tem sido a utilização do papel kraft em embalagens para autoclaves a vapor:

“Eu sempre vejo papel nas embalagens da central de materiais do hospital onde trabalho...”

“O manual de biossegurança que me recomendaram preconiza a utilização do papel kraft...”

“Na Universidade todo mundo usa...”

Embora todas as afirmações acima possam ser verdadeiras, o papel kraft não é a embalagem mais adequada para se utilizar em autoclaves. A primeira razão, é que a sua porosidade não é uniforme, o que pode causar a contaminação do material depois de esterilizado. O papel kraft solta fiapos, durante o ciclo de esterilização, o que ao longo do tempo pode entupir a tubulação interna da autoclave, acionando seus sistemas de segurança.

Outro fator comprometedor é a sua reutilização, que infelizmente ocorre em alguns serviços de saúde.

O Manual de Condutas “Controle de Infecções e a Prática Odontológica em Tempos de AIDS“ recomenda o uso de papel crepado, grau cirúrgico ou tecido (não citando o papel kraft como alternativa). A ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), contra-indica o uso de papel kraft.

Como alternativa, hoje no mercado se encontra o papel crepado, que é vendido em rolos. O papel grau cirúrgico, pode ser encontrado em rolos usados com seladoras ou em bolsas auto-selantes de diversos tamanhos. Existem novas opções sendo lançadas no mercado, como campos de TNT especiais para essa finalidade. Quando adquir estes produtos certifique-se do registro no Ministério da Saúde.

Dica - Ao comparar preços de produtos diferentes, verifique se ambos possuem indicador químico de esterilização. Este ítem pode encarecer um pouco o produto mas é um adicional interessante, que dispensa o uso de fitas evidenciadoras de ciclo.

Se você tiver alguma dúvida sobre Biossegurança, ou em esterilização estamos aqui para ajudá-lo, ou ainda, se quiser opinar sobre o assunto, entre em contato conosco.


Liliana Junqueira de P. Donatelli
Bióloga CRB-18469/01-D
Consultora de Biossegurança Cristófoli
Email: lilianadonatelli@uol.com.br

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MONITORAÇÃO BIOLÓGICA

O monitoramento biológico é o único que efetivamente comprova a esterilização. Os indicadores podem ser encontrados sob a forma de tiras impregnadas com esporos ou em ampolas. Para validação do processo em autoclave usa-se o Bacillus stearothermophilus , que é destruído pela exposição ao vapor durante 12 minutos a 121º C. Para realização deste procedimento em estufa, usa-se o Bacillus subtillis , destruído a 160º C, por 2 horas.

Os pacotes contendo os indicadores biológicos devem ser tão semelhantes quanto possível, aos pacotes a serem esterilizados. As embalagens contendo os indicadores devem ser colocadas em locais onde o agente esterilizante chegue com maior dificuldade ( ex: próximo à porta, dreno ou no meio da câmara).

Depois de usados, os indicadores são incubados por 48 horas, com leitura em 24 e 48 horas. O crescimento de microorganismos neste período, indica falha na esterilização.

A monitoração física deve ser empregada em todos os pacotes e a biológica deve ser realizada, segundo alguns autores, pelo menos uma vez por mês. Idealmente, deveria ser realizada semanalmente.

Incubadora

Monitorização química e biológica (indicadores) em autoclaves, como fazê-la? Perguntas mais freqüentes.

1- Controle da esterilização, como fazê-lo?

A monitorização nada mais é do que o controle de qualidade da esterilização. É indispensável de ser feito independente do seu método de escolha. As falhas na esterilização podem ocorrer devido a erros:

• do operador
• equipamento
• instalação
• falhas combinadas

Este controle visa diminuir estas falhas e principalmente detectá-las.
A monitorização compreende as etapas:

Monitorização Física

A monitoração física, em autoclaves como as da Cristófoli, realizada no consultório pelo operador, consiste em verificar, se a autoclave atinge os parâmetros físicos de tempo/ temperatura e pressão de acordo com o ciclo, modelo e o Manual de Instruções Cristófoli que acompanha cada equipamento. A assistência técnica deve ser acionada, se isto não ocorrer. Em caso de dúvida entre em contato com a nossa Central de Atendimento ao cliente 0800440800.

Monitorização Química

Realizada utilizando indicadores químicos.

Classe 1*: Os indicadores de passagem são normalmente encontrados em fitas zebradas, que indicam se um determinado pacote passou pelo processo, não garantindo, porém a sua esterilidade. Devem ser utilizados em todos os pacotes externamente.

Classe 4*: Existem indicadores químicos multiparamétricos que deve ser usado em cada pacote. Mostram que houve penetração de calor e vapor, mas não garantem a esterilização.

Classe 5*: Integrador químico de uso interno, indicado para utilização em pacotes que serão esterilizados a vapor em parâmetros determinados mundialmente. Tem boa confiabilidade, porém se a temperatura for acima de 140°C o indicador aprova o ciclo independente da presença de vapor, o que é uma limitação.

Classe 6*: Emuladores para temperatura específica, 121o C ou 134o C, em tempos específicos e pré-determinados. O emuladores Browne (5,3 min 134°C), foram testados e aprovados na Cristófoli para ciclos em autoclaves Vitale 4, 12, 21, e as autoclaves Plena A. Devem ser utilizados rotineiramente. Prático, fácil de usar, de armazenar com leitura imediata.

Recomendamos que seja utilizado, pelo menos, no primeiro ciclo de esterilização de cada dia de trabalho. Tem grande confiabilidade e demonstram que o ciclo apresentou todas as condições (temperatura em presença de vapor por tempo suficiente) para que a esterilização tenha ocorrido.

*(de acordo com a ISO 11140).


Monitorização Biológica

É a monitorização mais confiável, pois é feita com microorganismos tecnicamente preparados -indicadores biológicos- para demonstrar a esterilização.

2. O que é um indicador biológico?
São testes que vêm em tubos plásticos com tampa permeável ao vapor, com uma fita impregnada com uma população conhecida de esporos, separada do meio nutriente (líquido roxo), por uma ampola de vidro.
Os esporos utilizados são de Geobacillus stearotermophilus, altamente resistentes ao calor úmido e não são patogênicos. São utilizados como desafio, pois uma vez tendo sido eliminados, todos os outros esporos e formas vegetativas também serão.

3. Como fazer o teste biológico em minha autoclave?
Coloca-se o teste dentro de um pacote, que irá passar pelo ciclo de esterilização da autoclave. Normalmente os hospitais utilizam o primeiro ciclo, e colocam o pacote teste no ponto mais frio da autoclave, que é embaixo junto ao dreno. Nas autoclaves Cristófoli Vitale 12 l e 21 l, coloque o indicador na bandeja superior, na parte frontal (junto à porta), e nos modelos Lister (verticais) no meio da câmara, que são os pontos respectivamente mais frios, em função da localização das resistências.

Terminado o ciclo, abre-se o pacote recuperando-se o tubo plástico, aguarda-se 15 min. para que resfrie e perca a pressão. Aperta-se a ampola plástica (ativação) conseqüentemente quebra-se a ampola de vidro interna, expondo os esporos ao meio de cultura. Coloca-se para incubar o indicador teste, que passou por esterilização, em incubadora própria (conheça a mini-incubadora Cristófoli) junto com outro indicador dito controle. O indicador controle não vai para autoclave, mas deve ser ativados da mesma forma ( veja as instruções de uso nos indicadores ou na mini-incubadora) . A sua finalidade testar tanto a viabilidade dos esporos como verificar se a incubadora esta funcionando corretamente.

O resultado esperado é que o controle mude de cor de roxo para amarelo. Esta mudança de cor é dada pela alteração de pH da solução que resulta da atividade microbiana. O teste não deve mudar de cor, pois o esperado é que os microorganismos tenham sido destruídos no processo de esterilização na autoclave. A leitura final é feita após 24 a 48h de incubação dos indicadores.

4. Com que freqüência preciso utilizá-los
A recomendação do MS, e da Vigilância Sanitária é do uso semanal dos indicadores biológicos. Várias entidades que tratam do Controle de Infecção Hospitalar recomendam o uso em todas as cargas que contenham implantáveis.
A nossa recomendação é o controle biológico semanal, um emulador pelo menos no primeiro ciclo de cada dia e um de processo por pacote.

5.Fita zebrada para autoclave é mesma coisa que indicador biológico?
Não, fita zebrada é um indicador químico, dito de passagem (processo ou classe 1), e só indica que o pacote passou pelo processo, não indicando, porém a sua esterilidade.

6.Os indicadores químicos são confiáveis?
Os integradores e os emuladores são os indicadores químicos de maior confiabilidade, pois se utilizam vários parâmetros ao mesmo tempo, daí o seu nome. Mostram precisão do ciclo, o indicador classe 6 só mostra mudança de cor quando 95% do ciclo for realizado,de acordo como padrão. Embora não permitam a contraprova, como oferece os indicadores biológicos, confere segurança da efetividade do ciclo.

7. Porquê usar tantos controles?
O ideal seria utilizar indicadores biológicos para cada pacote, o que custaria muito caro onerando o processo. Além disso, o resultado só ficaria pronto em média em 24h. Usando todos estes controles conseguimos monitorar o processo de esterilização mais rapidamente e a um menor custo, detectando alguma falha que possa ocorrer. Por melhor que seja o equipamento deverá monitorado e receber assistência técnica. Mas nós só saberemos que ele não está funcionando se for devidamente monitorizado.

Imagine um implantodondista que descobre uma falha em sua autoclave depois que começa a perder seus implantes?!!!!Qual é custo de uma situação como esta?

Esta é uma situação extrema e por este motivo fácil de ser entendida, pois muitas vezes, um paciente nosso adquire uma infecção em nosso consultório e não nos damos conta que isto aconteceu!

Prevenção é a melhor arma no controle de infecção.

Para sua segurança e nosso controle de qualidade os testes físicos são realizados inicialmente na Cristófoli através da validação das autoclaves, realizada por empresas de engenharia especializadas, para assegurar que os equipamentos atinjam os parâmetros de tempo, temperatura e pressão de acordo com a finalidade a que se destinam (esterilização). Além disso, são realizados testes de controle de qualidade nos componentes recebidos, e depois que a autoclave está pronta, são feitos ciclos monitorizando os parâmetros físicos, e com um emulador em cada autoclave. Este emulador realizado acompanha cada equipamento produzido. Além disso, cada lote de autoclaves produzidos em cada período é monitorado com indicadores biológicos.

Para facilitar a monitorização em consultórios, a Cristófoli lançou – Incubadora para indicadores biológicos de segunda geração. Distribuímos também indicadores biológicos em práticas embalagens com 10 unidades.

Se tiver alguma dúvida, ou sugestão entre em contato conosco.


Liliana Junqueira de P.Donatelli

Bióloga CRB 18469/01-D
Mestranda em Saúde Coletiva- Faculdade de Medicina de Botucatu-UNESP
Consultora de Biossegurança em Saúde Cristófoli
Tel-14-3224-1003 14-9771-5273
E-mail lilianadonatelli@uol.com.br
E-mail consultoria@cristofoli.ind.br
www.cristofoli.ind.br

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CONTROLE DO PROCESSO DE ESTERILIZAÇÃO POR VAPOR SATURADO SOB PRESSÃO E CALOR SECO

O monitoramento é realizado através da avaliação de parâmetros físicos, químicos e biológicos. Entretanto, esta garantia está na dependência de fatores como escolha do método de esterilização adequado considerando o tipo de material a ser esterilizado, da embalagem, da forma como se carrega o equipamento, do pré-tratamento dado ao material. A presença de matéria orgânica no material (óleo, gordura, sangue, pus, e outras secreções) protege os microrganismos da ação do agente esterilizante.

TESTES FÍSICOS

Compreendem o desempenho do equipamento e envolvem a observação de parâmetros, como a leitura dos dispositivos presentes no aparelho que são o termômetro e monovacuômetro na autoclave e o termostato e termômetro na estufa.

Indicadores químicos e indicadores biológicos para vapor saturado sob pressão

INDICADORES QUÍMICOS

CLASSE I – INDICADORES DE PROCESSO

Fita adesiva impregnada com tinta termoquímica que muda de coloração quando exposta à temperatura por tempo suficiente.

Tem a finalidade de demonstrar que o artigo foi exposto ao processo de esterilização e distinguir entre artigos processados e não processados.

A coloração não homogênea da fita pode significar falha no processo de esterilização e, portanto, não utilizar o material.

CLASSE II – TESTE DE BOWIE & DICK

É um método utilizado para testar a eficácia do sistema de vácuo da autoclave pré-vácuo. Apresenta-se em folhas únicas impregnadas com tinta termoquímica, que muda de coloração quando exposta à temperatura, ou em pacote teste pra pronto uso. Deve ser usado diariamente.

CLASSE III– INDICADOR DE PARÂMETROS SIMPLES

É um indicador de único parâmetro, ou seja, responde a um único parâmetro, escolhido do processo de esterilização, a temperatura. Em virtude da existência de indicadores mais precisos, deixaram de ser úteis.

CLASSE IV – INDICADOR MULTIPARAMÉTRICO

Indicador químico de uso interno que responde a dois ou mais parâmetros críticos do processo de esterilização, consistindo de uma tira de papel impregnada com tinta termocrômica, que muda de coloração quando exposta às condições mínimas necessárias ao processo (tempo e temperatura).

Utilizar em todos os pacotes que forem submetidos ao processo de esterilização, colocada preferencialmente no local de maior dificuldade de penetração do vapor. Quando ocorrer a não-coloração uniforme, não utilizar.

Outro modelo de indicador químico multiparamétrico encontrado no mercado consiste de indicadores com temperatura especificada (121°C e 134°C) que, além da penetração do vapor, também verificam temperatura alcançada e tempo de esterilização.

CLASSE V – INDICADOR INTEGRADOR

Indicador designado para reagir a todos os parâmetros críticos do processo de esterilização a vapor (temperatura, tempo, qualidade do vapor).

Consiste de uma película sensível ao vapor e à temperatura, acondicionada em uma embalagem formada de uma lâmina de papel-filme e metal laminado com pastilha em forma sólida em um papel condutor ou de tiras de papel impregnadas com uma substância química que muda de coloração quando exposta às condições de tempo e temperatura.

A difusão incompleta da pastilha pode significar que nem todos os parâmetros do processo de esterilização foram atingidos. Mudanças não uniformes na tira de papel (indicadores que usam mudança de cor visual) também significam que os parâmetros do processo de esterilização não foram atingidos.

CLASSE VI – SIMULADORES – INDICADORES DE VERIFICAÇÃO DE CICLOS

São conhecidos também como indicadores de simulação, designados para reagir a todos os parâmetros críticos, dentro de um intervalo específico (ISSO 11.140-1/95). O indicador do tipo simulador só deverá reagir quando 95% do ciclo especificado de esterilização estiver concluído.

Tem por finalidade verificar a eficácia do processo de esterilização em ciclos que não possam ser controlados por IB's; por exemplo, ciclo de esterilização para príons.

INDICADORES BIOLÓGICOS

PRIMEIRA GERAÇÃO

São envelopes contendo tiras de papel com esporos secos de Bacilos Stearothermophillus , que após a esterilização a vapor devem ser encaminhados para o laboratório para proceder à incubação, por período de dois a sete dias.

Apresenta-se em envelope contendo uma tira de papel com esporos secos.

SEGUNDA GERAÇÃO

São ampolas contendo esporos secos e calibrados de Bacillus Stearothermophillus com uma população mínima de 100.000 (cem mil) esporos, com leitura final em 48 horas. São também conhecidos como autocontidos, por conterem no mesmo frasco os esporos bacterianos e o meio de cultura.

TERCEIRA GERAÇÃO

São indicadores biológicos autocontidos que se assemelham aos de segunda geração, sendo que a diferença entre eles está na metodologia para detectação de crescimento bacteriano.

Estes indicadores só estão disponíveis para processos de esterilização a vapor, não existindo comercialmente para esterilização pelo calor seco.

Tem por finalidade verificar a eficácia do processo de esterilização com o menor tempo possível (no máximo 3 horas), para liberação dos artigos com segurança.

INDICADORES QUÍMICOS E INDICADOR BIOLÓGICO PARA CALOR SECO

Indicador químico externo: fita impregnada com tinta termocrômica que muda de coloração quando exposta à temperatura do processo de esterilização a calor seco.

Tem por finalidade comprovar que o artigo-médico-hospitalar passou pelo processo de esterilização a calor seco. Consiste de uma fita de dorso de papel crepado, especialmente tratado para suportar altas temperaturas, impresso com tinta termosensível e coberto com adesivo à base de borracha e resina.

É necessário colocar em todas as caixas ou vidros.

Caso ocorra a mudança na coloração do indicador químico impregnado, não utilizar o material.

Indicador químico interno : Indicador do tipo multiparamétrico usado internamente para controle químico do processo de esterilização do calor seco.

Tem por finalidade comprovar que os parâmetros da esterilização a calor seco foram atingidos pro meio da mudança de cor do indicador químico de bege para marrom-escuro ou preto.

Consiste em tiras de papel especialmente tratadas pra suportar altas temperaturas, impregnadas com indicador químico que muda de cor quando os parâmetros necessários ao processo de esterilização por calor seco são atingidos.

É necessário colocar internamente em todas as unidades que serão esterilizadas por calor seco.

Indicador biológico para calor seco: Consiste de uma fita de teste acondicionada em um envelope de papel. A fita indicadora contém uma população conhecida de esporos de Bacillus Subtilis que são especificados para monitorização da esterilização pelo calor seco.

É necessário colocar no interior de uma embalagem que represente o conteúdo de uma carga. Todas as cargas devem ser monitorizadas.

 

SISTEMA DE REGISTRO

Todas as atividades e procedimentos relativos ao processamento de artigos odonto-médicos-hospitalares devem ser devidamente registrados.

Tem por finalidade padronizar os procedimentos de esterilização permitindo a uniformidade, economia e qualidade do serviço.

Práticas recomendadas:

  Preestabelecer normas e rotinas para a padronização dos procedimentos, bem como garantir a qualidade dos serviços.

Cada ´pacote contendo os artigos a serem processados deve conter os seguintes dados de identificação: nome do conteúdo da caixa ou pacote, data da esterilização, data da expiração da validade, nome do responsável pelo pacote.

Quanto ao processo registrar: nome do operador responsável pelo processo, resultado dos indicadores biológicos, resultado dos indicadores químicos pertinentes.

Segundo a AORN (1999), os dados de manutenção devem ser arquivados, sendo as informações básicas: data do serviço, descrição do problema detectado no aparelho, nome do técnico responsável pela manutenção, descrição do serviço realizado relacionando as peças trocadas, resultados dos testes biológicos e químicos realizados após a manutenção.

 

Livro: Recomendações Práticas de Biossegurança e Esterilização em Odontologia
Autor: Luiz Henrique Pedroso - ( luiz.pedroso@terra.com.br ) Fone: 14 - 3322 3922

 

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