
|
Temperatura
|
120º
|
130ºC
|
Alto Valores 132ºC
|
Observações |
Material |
Tempo |
de |
Exposição |
|
Roupas |
30º |
15º |
4º |
Embrulhadas em campo de tecido de algodão cru duplo |
Escova de fibra sintéticas |
30º |
15º |
4º |
Embrulhadas individualmente em papel Kraft ou campo de tecido de algodão cru duplo |
Material de aço inox ou outro tipo de metal |
30º |
15º |
4º |
Embrulhado em papel Kraft ou campo de tecido de algodão cru duplo |
Instrumentos metálicos colocados em bandeja ou caixa metálica perfurada |
30º |
15º |
4º |
Embrulhados em papel Kraft ou campo de tecido de algodão cru duplo. Contra indicado e o uso de caixas conta semi aberta |
Agulhas ocas (limpas e secas) |
30º |
15º |
4º |
Montadas em tubos de vidro com tampa de algodão hidrófilo |
Agulhas de sutura |
30º |
15º |
4º |
Montadas em par e embrulhadas em papel ou campo de tecido de algodão cru duplo |
Seringas de vidro |
30º |
15º |
4º |
Desmontadas e embrulhadas individualmente em papel kraft ou campo de tecido de algodão cru duplo
|
Laminas de corte, tesouras e serras |
30º |
15º |
4º |
Embrulhadas individualmente ou acondicionadas em bandeja ou caixa metálica perfurada e envolta em papel Kraft ou campo de tecido de algodão cru duplo
|
Frascos, balões de vidro, tubos de ensaio |
30º |
15º |
4º |
Tampados com bucha de algodão hidrófilo e embrulhados em papel Kraft ou campo de tecido de algodão cru duplo
|
Líquidos ou frascos 756 a 210ml 500 a 2000 ml |
30º |
15º |
|
Verificar se o liquido pode ser retirado pelo vapor não dar tempo o tempo de secagem |
OBS: A gaze furacinada não deve ser esterilizada, pois o princípio ativo antimicrobiano da nitrofurazona, sensível à luz e o calor inativo.
Calor Seco
O calor gerado em estufa elétrica (Forno de Pasteur) é de uso limitado pois sua penetração e distribuição dentro da câmara não se faz de maneira uniforme, além do que o processo requer um tempo de exposição mais prolongado e altas temperaturas, o que é inadequado para certos materiais, tais como tecido e borrachas. A estufa deve possuir um termômetro que indica a temperatura atingida no interior r um termostato responsável pela manutenção da temperatura desejada. Deve-se colocar as caixas maiores nas prateleiras superiores e as menores nas inferiores para facilitar a condução do calor sem encostá-las na parede da estufa, nem encostar o bulbo do termômetro nas caixas. Não colocar grande quantidade de material dentro das caixas, sem sobrecarga o aparelho. Deve-se seguir o manual de instruções do fabricante o Quando II a seguir registra o tempo, temperatura e invólucro adequados para a esterilização de materiais em estufa.
Esterilização do material pelo processo de calor seco (estufa) de acordo com a temperatura de exposição.
QUADRO II
MATERIAL |
TEMPERATURA
160º 170º |
OBSERVAÇÃO
|
Instrumental Metálico Agulhas de sutura Lâminas de corte, serras e tesouras Seringas de vidro |
120 m 60 m 120 m 60 m 120 m 60 m 120 m 60 m |
Acondicionados em caixa metálica fechada ou embrulhados em papel laminado
|
Agulhas ocas (limpas e secas) |
120 m 60 m |
Tubos de vidro com bucha de algodão hidrófobo |
Frascos, balões de vidro, tubos de ensaio |
120 m 60 m |
Tampados com bucha de algodão hidrófobo e colocados em caixa metálica fechada |
Vaselina líquida e óleos em geral (em camadas de 0,5cm de altura) |
120 m 60 m |
Colocados em frascos de vidro ou caixa metálica fechada |
Gaze vaselinada (grupo de 10 gazes) |
- 150 m |
Acondicionadas em caixa metálica fechada |
m minutos |
150m |
Acondicionadas em caixa metálica fechada |
4.2.2.2 – Processo Físico-Químico
É obtido através da ação combinada de um agente químico, o óxido de etileno (E.T.O) e o calor na forma de vapor saturado sob pressão, gerado em autoclave. Seu uso é restrito a unidades hospitalares de grande porte devido ao custo das instalações e complexidade na operacionalização.
É necessário observar com rigor as disposições contidas na Portaria Interministerial 4, de 31/07/91, as instruções do fabricante e supervisão das técnicas de manejo dos equipamentos de segurança física e ambiental, além do uso da EPI, tais como luvas de PVC, óculos de proteção, máscara com filtro químico próprio para vapores orgânicos, botas e roupas de PVC. A exposição continuada ao ETO pode provocar irritação, cutânea, anemia e vômitos, além de ser carcinogênico e mutagênico.
4.2.2.3 – Processo Químico
Compreende a utilização de produtos do grupo dos aldeídos, glutaraldeídos e formaldeídos. Não é um processo de primeira escolha devido a sua toxicidade, ao tempo prolongado de exposição e a necessidade de utilização imediata do artigo, uma vez que não pode ser armazenado. Pode ser utilizado em artigos termossensíveis, tais como laparoscópio, artroscópio, ventriloscópio, artigos de nylon. teflon, e outros e na impossibilidade da utilização do calor úmido na esterilização de instrumentos metálicos, catéteres e drenos, tubos de borracha, luvas e outros.
Os artigos devem estar rigorosamente limpos, secos e desconectados para permitir a ação do produto químico e totalmente imensos na solução em recipiente de vidro ou plástico com tampa (recomenda-se recipiente duplo perfurado e outro sem furo). Não colocar metais diferentes devido a corrosão eletrolítica.
O tempo da exposição para o glutaraldeído é de 10 horas e para o formaldeído é de 18 horas.
Deve-se utilizar o EPI para o manuseio do material. Após a esterilização os artigos devem ser enxaguados abundantemente com água destilada ou soro fisiológico estéreis com técnica asséptica, utilizando-se luvas esterilizadas, máscaras e outros, devendo ser utilizados imediatamente. A troca do produto químico deverá obedecer às recomendações do fabricante.
O formaldeído pode também ser utilizado sob a forma de um polímero sólido, denominado paraformaldeído, na esterilização de artigos termossensíveis. Tem duas formas de apresentação, pastilhas ou tabletes, na concentração de 3% (3g/100cm) a 90º, com umidade relativa de 75% a 80%, durante 4 horas. Após a esterilização, os artigos devem ser enxaguados em água destilada ou soro fisiológico estéreis , utilizando a técnica asséptica. Se o material não puder ser molhado, remover o resíduo com uma compressa esterilizado em água destilada ou soro fisiológico estéreis.
4.3 – Material Técnico-Educativo
A equipe de saúde terá como material de apoio o Manual de Organização do Centro de Materiais e Noções de Esterilização, que fornecerá o conteúdo técnico para desenvolvimento das atividades em Centro de Vigilância Sanitária de Material e respectivos treinamentos.
5. NORMAS PARA AQUISIÇÃO E USO DOS PRODUTOS QUÍMICOS
Para aquisição e uso dos produtos químicos devem ser observados.
Adquirir somente produtos registrados no Ministério da Saúde, verificando-se em seu rótulo o número do registro emitido pela Secretaria Nacional de Vigilância – DIPROD ( Divisão de Serviços de Saúde Produtos).
A água sanitária de uso doméstico não deve ser utilizada na desinfecção de artigos médico-cirúrgicos e odontológicos, pois sua concentração não atende as diversas exigências de formulação para desinfetantes hospitalares determinados pelo DIPROD.
Produtos químicos, tais como sabões e desinfetantes, não devem ser misturados aleatoriamente entre si, pois, dependendo do tipo de carga elétrica existente na parte ativa de suas moléculas podem ser incompatíveis, o que comprometerá a ação antimicrobiana do produto.
O armazenamento do produto químico, deve ser em local arejado, fresco, ao abrigo da luz solar e em embalagens apropriadas
Produtos como hipoclorito de sódio e álcool que são adquiridos em concentrações diferentes da necessária aos procedimentos do CM, devem ser tituladas por farmacêutico ou químico com materiais e reagentes acessórios para a titulação da solução mãe. Onde não houver esses profissionais a titulação deve ser feita por pessoa treinada.
Os produtos diluídos por pessoa habilitada e de acordo com as indicações do fabricante, devem estar na concentração adequada. Se o produto for utilizado em concentração maior que o indicado poderá causar danos ao material e se menor, não produzirá a ação desejada.
O prazo de validade da solução mãe, bem como da solução diluída, de acordo com as recomendações do fabricante
Que a presença de matéria orgânica no hipoclorito de sódio consome o cloro disponível podendo anular a atividade antimicrobina da solução, qual deverá ser desprezada.
6. CONTROLE DA EFICÁCIA DA ESTERILIZAÇÃO
Deve ser realizada através de indicadores químicos e biológicos. Os indicadores químicos apenas comprovam a exposição do artigo ao calor, sem garantir que o mesmo esteja esterilizado, podendo ser utilizados fitas adesivas, indicadores e selos adesivos. Os indicadores biológicos são recomendados para se verificar a eficácia da esterilização.
No procedimento por calor úmido deve-se utilizar fitas de papel impregnadas com esporos visíveis de Bacillos Scherothermophilus AICC (American Type Culture Collection) 7958 ou 12980, na quantidade de 5 x 10º a 5 x 10º esporos por fita ou em ampola com 2 ml de suspensão.
Na esterilização por calor seco ou óxido de etileno é recomendado a utilização de fitas impregnadas com esporos visíveis de Bacillos Subtilis Van Niger (globigu), ATTC 9372, na quantidade de 5 x 10º esporos por fita.
6.1 Técnica para Utilização dos Indicadores Biológicos
Para utilização dos indicadores biológicos devem ser obedecidos
Dispor os pacotes identificados contendo as fitas impregnada ou ampolas em diferentes posições do equipamento.
Após a esterilização, incubar as fitas impregnadas com B. Shicarothermophilus em estufa ou banho maria 55ºC e as impregnadas com 1 Subtilis Van Niger (globigu) de 35ºC a 37ºC. Fazer a leitura diariamente durante 7 dias. As ampolas devem ser incubadas a 55ºC durante 24 a 48 horas. Após esse período não houver crescimento a esterilização foi eficaz.
Esta avaliação deverá ser realizada no mínimo semanalmente o primeiro ciclo de esterilização, sendo ideal que seja realizada diariamente.
7. ACONDIONAMENTO DO ARTIGO
O algodão cru é recomendado na textura de aproximadamente 4 fios e em campos duplos. Quando novos devem ser lavados antes do uso para eliminar amido e evitar a superaquecimento que resultará em desidratação das fibras. Na realização dos tecidos os mesmos devem ser lavados para a retirada de poeira recomposição das fibras.
O papel Kraft deve possuir superfície regular sem zonas de maior ou menor acumulo de fibras que possam causar furos. A gramatura deve ser de 60g/m g/m e não deve conter grande quantidade de corante ou de amido.
As lâminas de alumínio devem ter espessura de 0025 a 0,050 m
8. ARMAZENAMENTO DO MATERIAL ESTERILIZADOR
O local de armazenamento do material deve estar limpo, seco e de acesso restrito ao pessoal envolvido nesta atividade.
Os pacotes devem permanecer íntegros, pouco manuseados e armazenados em cestos e armários, de fácil limpeza e uso exclusivo.
9. VALIDADE DA ESTERILIZAÇÃO
A esterilização do material está diretamente ligado ao seu acondicionamento e estocagem. Para se Ter certeza da validade da esterilização, deve-se realizar pesquisas das condições oferecidas em cada serviço.
Recomenda-se o prazo de 7 dias de validade para os artigos esterilizados por processo físico. Os materiais acondicionados em papel grau cirúrgico, selados pelo calor, estocados em condições ideais, permanecendo estéreis enquanto íntegros, para as esterilizações realizadas a óxido de etileno.

